Ouvi por ai no mundo da filosofia que felicidade só se torna real quando compartilhada. Acredito em você Henry David Thoreau, acredito que a felicidade em si nada mais é que um compilado de momentos felizes, e claro que esses momentos se tornarão felizes se haver uma relação de completa harmonia e acima de tudo amor com a(s) pessoa(s) em questão.
Há algum tempo eu comecei a conviver com você, que com os anos fez surgir uma alegria imensa que eu repassava para quem estava ao meu redor. Eu o olhava e imagina como você conseguia ser tão simples e despertar um amor tão grande a quem estivesse a sua volta, eram atos tão pequenos, mas que faziam diferenças tão grandes nos corações das pessoas que me perguntava se isso realmente era normal. Normal mesmo está longe de ser o que você fazia com o cabelo, mas isso é pra outra hora. No começo a sua presença era meio que aleatória, mas foi se tornando mais qualitativa e quantitativa, cada momento era mais intenso, recheado de alegria e amor. Quando estava com você, mesmo quando sentávamos para ouvir tanto blues quanto chill out (éramos o símbolo do ecletismo) ou quando saíamos pra festar, sempre havia minha admiração da sua personalidade. Eu me tornava uma pessoa melhor a cada período que passava diante de sua presença, não era nada fora do comum, nem tanto parecido com algum filme hollywoodiano para jovens, era apenas amigos sendo realmente amigos. Noites maravilhosas passei conversando, zoando, brincando, rindo e raras vezes em silêncio, mas o principal era possuir a tal felicidade e isso você me promovia sempre, mesmo as vezes eu estando chato e insuportável. Tantas estórias para relembrar durante anos, e relembrávamos com tanta alegria, riamos das palhaçadas, das mancadas, dos micos, mas era tudo de uma forma tão natural que parecia que já tínhamos vivido anos e anos e que mais anos viriam pela frente. Mas sua forma física se foi e ficou apenas sua lembrança pois sua alma agora pertence a outro plano e espero que esteja tão feliz e linda como era aqui. Tamanha tristeza eu só havia sentido com a perda da minha avó e sei que não posso evitar mas outras ainda virão mas espero que não tão repentina como a sua e que eu esteja bem mais preparado. Não sei se encaro da maneira correta quando alguém sai da minha vida, mas eu me fecho e passo um tempo sem me importar com ninguém e pensando como a vida é injusta para com algumas pessoas, mas sei que tudo tem seu motivo mesmo que eu não tenha compreensão do mesmo. E o que falar da sua família, nunca ninguém havia me tomado com tanto carinho quanto sua mãe e seu pai as vezes eu me achava um tanto folgado por passar tanto tempo na sua casa, mas esse sentimento foi desaparecendo pois eu passei a me sentir como o filho e claro como seu irmão. A alegria já me tomava conta quando eu apertava sua campainha e uma voz la de dentro respondia, "Entra bolo" , "Deve ser o bolo", "Atende lá que é o bolo", "Pera aí bolo". Isso realmente é algo bobo mas que me faz uma falta que chega a ser doloroso. Sua casa se tornou meu segundo lar, que passava na companhia de uma segunda família um tanto doida, sua mãe falando "são as lembranças que lembramos que não voltam mais", essa era clássica, uma pessoa tão maravilhosa que você só podia ser filho dela mesmo, e seu pai, uma montanha com um bigode, no começo me assustava mas depois conhecendo a figura vi que nome influencia a personalidade, assim está solucionado seu lado brincalhão. E é claro que tem suas irmãs chatas, tomara que elas não leiam isso, mas falando sério, a mais velha é uma peça rara, tão linda, inteligente, decidida, diferente da normalidade que me despertou um carinho imenso, quando a conhecia já era uma mini adulta. A mais nova não falava muito e tão pouco se pronunciava sobre algum assunto quando conheci, mas depois que "aprendeu" a falar não parava mais, mas mesmo assim dava pra perceber que fazia parte dessa família tão maravilhosa pois seu sorriso denunciava sua linda pessoa. Contudo eu sei que me distancie mas sinto saudades de todos e tudo o que fizeram por mim, e espero que nunca mudem como pessoas pois assim como vocês são não há ser humano que não se apaixone e que não queira desfrutar da companhia de vocês por uma vida inteira, mesmo achando as vezes que já passou da hora de ir embora mas esquece rápido porque não há nada melhor do que estar com a família.
Obrigado por tudo Mario, Xuxu, Gramps, Grampola / Elen Rezende / Mario Luiz Reis Rezende / Marcela Vincoletto Rezende / Mariana Vincoletto Rezende
Sinto muito sua falta amigo.
2 comentários:
Grande, garoto. Imagino que não nos conheçamos. Certamente estivemos juntos num dia muito triste para todos nós e especialmente para primos queridos como a Elen e o Mario (para nós da família, Nego) e suas meninas lindas (que não têm nada de chatas viu? rsrsrs), Marcela e Mariana. O Mario/Gramps, para mim, ainda era o Xuxu, que cresceu num momento em que minha vida me fazia afastar um pouco da família (vida profissional, mudança de cidade, casamento, etc). Quando dei por mim, não fazia mais parte da ala adolescente da família, que passou a ser ocupada por essa meninada, dentre eles o Mario Jr. Fico realmente muito feliz em saber que o Xuxu deixou uma bela marca na sua curta passagem por este plano. Curta, entenda-se, do nosso ponto de vista, porque creio que, para Deus, foi o necessário para que tivesse a missão por cumprida. E a julgar pelos relatos dos amigos que ele deixou pregrinando por aqui ainda, a missão foi bem cumprida e o Papai do Céu talvez estivesse precisando de alguém para animar as coisas por lá. Minha vontade de escrever, na verdade, se deu para te agradecer pelo afago amoroso nessa parte da minha família tão generosa, que passou por um momento tão difícil, merecendo mais e mais demonstrações de carinho como esta. Como mais um dos "Rezendes", como diz a Marcela, eu te agradeço muito. Deus te abençoe sempre, mantendo bem guardadas as lembranças do seu amigo e fazendo com que você valorize e viva intensamente cada minuto da sua vida. Um grande abraço, Marco Rezende (Marquinho para a turma da casa que você frequentou e passou a admirar).
Querido Gustavo!
Voce conseguiu descrever examente como o gramps era e como era nossa rotina em casa com relação aos amigos. Suas palavras me troxeram lindas lembraças e muita emoção.
Quero te agradecer pela mensagem e dizer que sempre estaremos unidos pelos laços da amizade.
beijus
Tia Elen
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